Soturnus foi fundado em janeiro de 2000 por Rafael Basso (V/G), Aline Basso (V), Guilherme Augusto (B) e Eduardo Vieira (D).
Em fevereiro de 2001 a primeira demo – Poems of Love... Poems of Pain... – foi lançada e juntam-se a banda Felipe Grisi (G) e Jaime Neto (K). A demo, com quatro músicas, foi divulgada em todo o Brasil com excelente repercussão e com boas resenhas em sites e revistas, sendo destaque da edição na Rock Brigade e Roadie Crew. Também foram feitos inúmeros shows em várias capitais nordestinas e cidades do interior, incluindo a participação em alguns festivais, com destaque para as edições de 2002 e 2003 do Forcaos, em Fortaleza-CE.
Após mudanças de formação e algum tempo de inatividade devido ao envolvimento dos membros em outros projetos, a banda lança em fevereiro de 2006 a segunda demo – Solitude – com duas músicas. Alguns shows de divulgação foram feitos, com destaque para a abertura do show do Viper em Natal-RN.
Durante este tempo a banda teve um excelente reconhecimento e destaque na cena local, executando um doom/gothic metal com algumas influências de death, especialmente na segunda demo. Houve também a participação em duas coletâneas, Suspiria de Profundis e IV Blizzard of Rock.
Em Abril de 2006, logo após o lançamento da segunda demo, a vocalista Aline Basso decide deixar a banda, seguida por Márcio Quirino (G) e Jorj Monte (K). Neste momento a banda decide reformular a proposta e continuar com um novo direcionamento, sem vocais femininos e teclados. Os membros originais Rafael Basso, Guilherme Augusto e Eduardo Vieira se concentram na composição de várias músicas novas e a adaptação de algumas já existentes para compor o primeiro CD full lenght da banda.
Para completar a formação da banda, em Setembro de 2006 entra o guitarrista Andrei Targino e em Novembro do mesmo ano a gravação do CD When Flesh Becomes Spirit é iniciada.
Para garantir um trabalho de alta qualidade, o CD foi produzido por Marcello Pompeu (Korzus), responsável pela produção de bandas renomadas no cenário nacional como Torture Squad, Claustrofobia e Korzus. A gravação foi feita em João Pessoa-PB, no final do mês de Novembro de 2006, com o acompanhamento de Pompeu e a mixagem e masterização foram feitas por Heros Trech (Korzus) em São Paulo no Mr. Som Estúdio entre Dezembro de 2006 e Janeiro de 2007.
Toda a parte visual, incluindo capa, encarte, fotos, website, myspace, merchandise, cartazes, banners etc, compõem um dos maiores trabalhos do artista Gustavo Sazes (www.abstrata.net), responsável por trabalhos de inúmeras bandas como Khallice, Eterna, Tribuzy, Ancesttral, etc.
O álbum apresenta uma identidade musical bem interessante, devido ao acréscimo de elementos oriundos do death metal sueco, e a manutenção de elementos doom e góticos. Os vocais femininos foram substituidos por vocais masculinos melódicos e os teclados deram lugar a um trabalho de guitarras mais elaborado. Esta riqueza de elementos pode ser ouvida nas 11 faixas, variando entre músicas lentas e rápidas, sempre com muito peso, incluindo uma introdução e uma instrumental com um belo piano e guitarras dedilhadas.
As letras falam de sentimentos intimos e profundos, perda, dor, tristeza, solidão, insanidade, loucura e mudanças. Na música Pain and Pleasure, o refrão é em português e foi baseado em versos de Augusto dos Anjos. Além disso foram incluidos quatro trechos de poemas nas quatro ilustrações internas do encarte, sendo duas de Augusto dos Anjos, uma de Fernando Pessoa, estas três inseridas com o texto original em português, e uma do poeta inglês Lord Byron. O título do álbum exprime a ânsia pela transmutação dos sentimentos e pela redescoberta do que há no mundo e de como o vemos.
O line Up atual conta com:
Rafael Basso – Vocais / Guitarras
Andrei Targino – Guitarras
Guilherme Augusto – Baixo
Eduardo Vieira – Bateria
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